quarta-feira, 14 de dezembro de 2011

  ELE anda cansado das baladas e dos casos furtivos sem sentimentos. Aprendeu a gostar da própria companhia, sem precisar estar em uma turma de amigos todos os sábados. Decidiu que quer um amor verdadeiro… que pode nem ser eterno, mas que traga um sabor doce às suas manhãs, que seja a melhor companhia para olhar a lua. Que ele possa exibir os seus dons na cozinha e o seu conhecimento em vinhos, só para ela.
  Quer uma mulher que ele reconheça pelo cheiro dos cabelos, pelo toque dos dedos, pela gargalhada que vai ecoar pela casa transformando um domingo sem graça, no melhor dia da semana. Quer viver uma paixão tranqüila e turbulenta de desejos… quer ter para quem voltar depois de estar com os amigos, sem precisar ficar “caçando” companhias vazias e encontros efêmeros. Quer deitar no tapete da sala e ficar observando enquanto ela, de short jeans, camiseta e um rabo de cavalo, lê um livro no sofá, quer deitar na cama desejando que ela saia do banho com uma lingerie de tirar o fôlego.
  Quer brincar de guerra de travesseiros, até que o perdedor vá até a cozinha pegar água. Quer o poder que nenhum dos seus super heróis da infância tiveram… o poder de amar sem medo, sem perigo e sem ir embora no dia seguinte.
  Quer provar que pode fazer essa mulher feliz!
  ELA quase deixou de acreditar que seria possível ter vontade de se envolver novamente. Foram tantas dores, finais, recomeços e frustrações que pensou em seguir sozinha para não mais se machucar. Então percebeu que a vida de solteira já não está fazendo tanto sentido. Decidiu que quer um amor verdadeiro… que pode nem ser eterno, mas que possa acordá-la com um abraço que fará o seu dia feliz, quer um homem que ela possa cuidar e amar sem receios de que está sendo enganada. Quer a alegria dos finais de semana juntinhos, as expectativas dos planos construídos, o grito de “gol” estremecendo a casa quando o time dele estiver ganhando… a cumplicidade em dividir os segredos.
  Quer observá-lo sem camisa, lendo o jornal na varanda… quer reclamar da bagunça no banheiro, rindo e gritando quando ele revidar puxando-a para o chuveiro, completamente vestida.
  Quer a certeza de abrir a porta de casa e saber que mesmo ele não estando, chegará a qualquer momento trazendo o brigadeiro da doceria que ela gosta tanto. Quer beijar, cheirar, morder, beliscar e apertar para ter certeza que a felicidade está ali mesmo… materializada nele. Quer provar que pode fazer esse homem feliz! 
 
  ELES estão por aí… sonhando um com o outro…

domingo, 20 de novembro de 2011


  Jesus sabe da capacidade de olhar as coisas miúdas da vida, as que não damos valor, e aquelas que ninguém havia visto antes. Colocando os pés no seguimento de Cristo, ouvimos a palavra para olhar a vida diferente: ‘Amar a Deus sobre todas as coisas’. E o que significa amar o meu próximo? O que significa olhar para o meu irmão e saber que nele tem uma sacralidade que não posso violar? Como posso descobrir este convite de Deus de abrir os olhos das pessoas? No dia de hoje, lhe proponho que acabe com os 'achismos' do amor. Por muitas vezes, em nome do amor, nós fazemos absurdos: seqüestramos, matamos, fazemos guerra, criamos divisões, perdemos o orgulho, perdemos até o amor próprio... ah, o amor! Quantos absurdos ele nos propõe a cometer. A primeira coisa que Deus precisa curar é o que nós achamos do amor.
  O amor nos dá uma força que nem nós mesmos sabíamos que tínhamos. Ele tem a capcidade de nos costurar. O amor nos faz mudar de cara, de fala, de olhar e de coração. Ele nos transforma por inteiro. Mais só se for amor. Quantas vezes olhamos para a objetividade do outro que nos motiva a sermos melhores. É o amor com suas clarezas e suas confusões. 
Pe. Fábio de Melo (adaptado)

quarta-feira, 16 de novembro de 2011


"Ás vezes é preciso dormir, dormir muito. Não pra fugir, mas pra descansar a alma dos sentimentos. Quem nasceu com a sensibilidade exacerbada sabe quão difícil é engolir a vida. Porque tudo, absolutamente tudo, devora a gente. Por inteiro." (Marla de Queiroz)

segunda-feira, 14 de novembro de 2011

Time


Floresça em mim e me relembra que você pode ser doce, vida.

  É quando as palavras encontram o caminho no silêncio que sei que é hora de parar. Parar pra essa senhora criança me mostrar dos seus presentes e me contar das suas verdades.
  Não é raro não falarmos a mesma língua, mas sei lá porque ainda teimo em acreditar que ela nasceu em mim pra ser bonita. Vida. Bonita.

terça-feira, 8 de novembro de 2011

Confesso...



Vou confessar...
Tô com saudade!
Saudade...
De sentir fé nas pessoas de novo...
De ter esperanças...
De acreditar que o inacreditável acontece.
De acreditar que sim, quem sabe um dia amanhece e a vida não muda?
De não ter que me proteger.
De não ter que esconder o que sinto.
De poder ser só eu.
De poder ser menina.

Saudade do sabor...
De um beijo carregado de amor.

De um abraço de uma alma que complete a minha que nem sei se algum dia ganhei.
Vontade...
De não ter que ficar prestando atenção nos detalhes da vida pra encontrar os motivos pra sorrir...
De que no dia que eu estiver triste aconteça algo bom sem que eu tenha que ficar me esforçando mentalmente para atrair isso.
Saudade...
De mim que mudei tanto que já nem posso ser como já fui...
Saudade do sabor...
Da esperança do final feliz também pra mim...
Vontade de...
...nessa hora, vou confessar: agora eu só queria chorar...!

sábado, 5 de novembro de 2011

Da ilógica...

E matar minha esperança foi o meio mais eficaz que encontrei
pra continuar acreditando.


  Nunca entenderei essa lógica da vida, onde todos os braços querem se encontrar e permanecem, no entanto, cruzados.


Não estou interessada...


Não estou interessada..
Em falsas promessas,
Em palavras bonitas, mas vazias,
Em pessoas sem conteúdo,
Em rostinhos bonitinhos, se forem desprovidos de essência,
Em dias sem vida,
Em risos falsos,
Em vitórias não comemoradas,
Em atitudes derrotistas,
Em pessimismo,
Em futilidades,
Em apatia,
Em indiferenças,
Em momentos que não fazemos a diferença.

Não estou interesada...

Em vida sem altos e baixos,
Em covardia,
Em egocentrismo,
Em arrogância,
Em dinheiro por si só e só,
Em músicas sem letra,
Em pessoas que vão pela maioria,
Em política sem propósito,
Em ficar sem fazer nada por quem posso,
Em pessoas que não respeitam o próximo,

Em mentiras,

Em verdades ilusórias,

Em promessas não cumpridas,
Em vida vazia... pessoas vazias...
Não estou interessada!

sexta-feira, 4 de novembro de 2011

Eca, que nojo!!!

 

  Falsidade. É uma das coisas que eu acho que deveria virar matéria de escola. Pelo menos aprenderíamos a como conhecer as pessoas, como achar a falsidade, como ensinar a não ser falso, como poder fazer o certo e não ficar se sentindo péssima.
  Infelizmente, falsidade é uma coisa difícil de descobrir até para os filósofos mais conhecidos. A falsidade anda sempre de mãos dadas com a mentira e com o egoísmo.
  A influência também está no meio. Se deixar ser influenciado, principalmente por amigos, é terrível. Se transformar em outra pessoa, é pior ainda. Uma coisa é você crescer, aprender, se transformar. Outra coisa é você mudar de personalidade. Falsidade me dá nojo.
  Eu vejo falsidade em todos os lugares, mentiras estão em torno de mim. As pessoas escondem sua verdadeira identidade atrás de máscaras, máscaras de falsos sorrisos, falsas verdades, falsos sentimentos e o que mais me machuca: falsa amizade.
  Vejo a amizade como um sentimento forte e verdadeiro, nobre, sempre vi e nunca mudei, nem mudarei esta minha opinião. Amigos compartilham segredos, compartilham problemas e sempre buscam uma solução JUNTOS, unidos como verdadeiros IRMÃOS. Mais a vontade de se dar bem ficou bem maior do que este sentimento puro e verdadeiro. Tudo se tornou falso.
  E eu estou cansada de mentiras, quero que as máscaras caiam de uma vez por todas!!! Deixem as máscaras caírem, mostrem quem vocês realmente são. Estou cansada desta mentira suja que só sabe fazer mal.
  A falsidade é susceptível de uma infinidade de combinações; mas a verdade só tem uma maneira de ser. Sempre notei que as pessoas falsas são sóbrias, e a grande moderação à mesa geralmente anuncia costumes dissimulados e almas duplas. A dica é essa: um amigo falso e maldoso é mais temível que um animal selvagem; o animal pode ferir seu corpo, mas um falso amigo irá ferir sua alma. A vida me ensinou que existem pessoas boas e ruins, a diferença entre elas está na falsidade das boas. Nunca confunda sinceridade com grosseria, falsidade com educação e amigos com colegas. CHEGA DE TANTA FALSIDADE!!! Lobo em pele de cordeiro. Mascarás. Teatro. Falsidade... atualmente essa é a nossa realidade. Hipocrisia, falsidade, segundas intenções, aproximação por interesse, mentiras, traições, punhaladas pelas costas, fofocas, intrigas. Eu me pergunto: o que se passa na cabeça dessas pessoas? Falsidade. Eu realmente espero que tudo isso me traga boas lições, porque não está sendo fácil ter que esconder meus motivos pra agir de tal forma com as pessoas. Não seja ingênuo, a sua falsidade faz com que todos sejam falsos com você... Digo e repito, falsidade é igual a barata, não tenho medo, tenho nojo. Se a nuca tivesse olhos o mundo seria dos cegos. Pois a falsidade se esconde em nossas costas.
  Mas a pior falsidade é quando fingimos gostar de alguém, fazemos as coisas pensando em nós mesmos, mas fingimos que é pelo outro, fingimos que o outro é a pessoa mais importante e na realidade, queremos é justamente falar o oposto. Como é fácil diminuir alguém com mentiras, difamando, dizendo que alguém falou isso, ou aquilo, colocar pra baixo a pessoa, como se ela fosse culpada dos nossos fracassos pessoais, e querer que ela sinta a culpa e carregue a dor por algo que ela não fez, a falsidade é tamanha, que conseguimos fazer o outro pensar que realmente errou. Não sei de quem é a frase, mas “Uma mentira bem contada, pode se tornar uma grande verdade”, fácil, transformamos a mentira em verdade absoluta pra nós mesmos, e continuamos com o mesmo defeito e acreditando que a culpa não é nossa... conseguimos o melhor agora, ser falso com nós mesmos.
 
  Na realidade, EU vivo diferente, vivo a verdade. Vivo as alegrias e os desgostos da vida, não entendo muito por que sofro e choro tanto mais acredito que um dia tudo vai mudar... Vou ser feliz e conseguir fazer alguém feliz e a vida não pára. A esperança continua a fluir. Um dia, mesmo que demore, tudo vai mudar. Enquanto isso... vou tentando não pensar nos problemas para não me matar a cada dia mais.


“A falsidade dos olhos me cansam, queria poder ser cega para poder sorrir.”

  Estou revoltada, perceberam? Bom, eu acho que tirar proveito de uma amiga é muito sujo. E falsidade me dá muito nojo... muito muito muito e muito!


quarta-feira, 2 de novembro de 2011

9 de Setembro

Sorte de hoje: Nossa força cresce de nossa fraqueza
   Há pessoas que, mesmo estando vivas, parecem mortas para nós. Já outras que realmente se foram, permanecem tão presentes, tão lembradas e eternamente amadas. É muito complexo e relativo o conceito de existência e de vida. Está além de se ter ou não energia vital.

  Eu sempre acho que às vezes na vida, a gente vive tão mal, às vezes precisamos perder as pessoas pra descobrir o valor que elas têm, a importância que elas tinham para nós. E uma vez na minha vida isso aconteceu. Estava eu em minha casa de tarde, quando recebi a notícia que meu primo estava morto, meu primo-irmão, cheio de vida, novo, de repente não existe mais.
  Fico pensando assim, que às vezes na vida o ensinamento mais doído seja esse, quando na vida nós já não temos mais a oportunidade de fazer alguma coisa. O inferno talvez seja isso, a impossibilidade de mudar alguma situação. E quando as pessoas morrem já não há mais o que dizer, porque mortos não podem perdoar, mortos não podem sorrir, mortos não podem amar, nem tão pouco ouvir de nós que nós os amamos.
  Eu me lembro que um dia antes de meu primo morrer, eu havia sentindo uma enorme vontade de ligar pra ele, mais ao invés disso, fui em seu orkut, olhei suas fotos e acabou que eu nem falei com ele. E foi assim, se eu soubesse que aqueles seriam meus últimos minutos, meus últimos dias pra falar com ele, teria ligado. Se soubesse que era a última oportunidade de vê-lo, teria pegado o primeiro ônibus e tinha percorrido horas e horas só pra ter a última chance de falar com ele, eu certamente teria esquecido toda a pressa, toda a correria, porque a vida é assim, e quando você sabe que é a ultima oportunidade, você não tem pressa pra mais nada.

  Não espere as pessoas morrerem, irem embora, não espere o definitivo bater na sua porta, nós não conhecemos a vida e não sabemos o que virá amanhã, viva como se fosse o último dia da sua história. Se hoje você soubesse que era o último dia de sua vida, certamente você não teria tempo pra pressa, orgulho, brigas, intrigas bobas, falta de diálogo ou tantos outros sentimentos terríveis que nos fazem esquecer aquilo que realmente importa. Deixamos de abraçar..., de beijar..., de dar um alô..., de dizer algo para quem amamos que nem nos damos conta de que outras oportunidades podem não vir. O amanhã pode não chegar. Se você soubesse, colocaria em prática suas vontades e gostaria de ficar no lado de quem você ama.
  Viva como se fosse o ultimo dia da sua vida, viva como se fosse a ultima oportunidade de amar quem você ama, de olhar nos olhos de quem pra você é especial.
  "Por que é assim, quando o outro vai embora é que a gente descobre o tamanho do espaço que ele ocupava."
  E depois que meu primo morreu no dia 9 de setembro, eu descobrir porque eu gostava tanto dessa música que está aí embaixo, ela não fala de um amor que foi embora, o compositor, Édson Trindade, fez para a filha que morreu em um acidente.



  Agora o triste da música é que a gente precisa conjugar o verbo no passado, a pessoa já morreu, já não há mais o que fazer. Mas não tem nenhum sofrimento nessa vida que passe por nós sem deixar nenhum ensinamento... tem que nos ensinar, não dá pra sofrer em vão, alguma coisa a gente tem que extrair... extraia o sofrimento e descubra o ensinamento. 
  Mas, se o passado é coisa do inferno e nós não estamos no passado, muito menos no inferno... resta a possibilidade de mudar o verbo desta música e trazê-lo para o presente e cantá-la/ouvi-la olhando para as pessoas que são especiais, quem sabe cantando pra ela nesse momento... se ela está do seu lado, se você tem algum amigo que mereça ouvir isso de você, alguém que faz diferença na sua história... ao invés de você dizer que gostava, você diz que gosta!
  Vamos mudar o verbo! Vamos amar a vida! Vamos amar as pessoas antes que elas vão embora! \o/


    E eu... EU GOSTO TANTO DE VOCÊ! EU GOSTO TANTO DE VOCÊ!!!
  - 
  Essa outra música é umas das mais lindas que já escutei... dedico essa música ao meu primo que hoje mora em algum lugar além do arco-íris... Bem lá em cima... 

Pra você, apesar de você, sem você


  Eu puxaria um banco pra você sentar do meu lado. Andaria com você de mãos dadas, te levando pros meus sonhos mais íntimos e te mostrando também, em primeira mão, aqueles que grito pro mundo.
  Te levaria pra fazer coisas bobas, como andar no parque e pensar em como a vida passa depressa, ou em como o amor é como o vento, que nos envolve mesmo sem o vermos.
  Eu faria mil e uma coisas com você. Por você. Pra você.
  Mas quis a vida fazer nossas estradas separadas, cruzadas em outras vidas, e quem sabe até sem nunca ter se tornado uma só nesta de agora; e na sua ausência aprendo que todo o resto tem valor também, e que por mais que sua presença seja ansiosamente aguardada a cada desencontro das frestas do destino, entendo que ser feliz está bem além de você, ou qualquer outro ser, estar aqui.
  Ser feliz, aprendi, é estar bem com essa coisinha que carregamos desde quando nascemos: nós mesmos.
  Então, pra você, apesar de você e sem você, aprendo mais de mim, pra um dia saber amar melhor, você. Ou até ser amada melhor, por você.

Uma questão de escolha


A cor do seu céu, você determina.
Pode ser negra como a morte.
Ou multicor como a esperança.


  E essa fé bonita na vida brotou quando aprendi que não é porque eu não enxergo as flores que elas deixam de existir. A delicadeza mágica está em permitir brotar beleza mesmo nos lugares mais sombrios ou nas caretas mais feias, e fé mesmo nos corações mais céticos.
  Os caminhos que a felicidade encontra para nos achar nem sempre são explicáveis ou visíveis, mas o que importa é que ela sempre encontra um jeito quando decidimos notá-la.

terça-feira, 1 de novembro de 2011

Que seja doce...

  “Então, que seja doce. Repito todas as manhãs, ao abrir as janelas para deixar entrar o sol ou o cinza dos dias, bem assim, que seja doce.. repito sete vezes para dar sorte: que seja doce que seja doce que seja doce e assim por diante. Mas, se alguém me perguntasse o que deverá ser doce, talvez não saiba responder. Tudo é tão vago como se fosse nada.” . Caio Fernando Abreu .

  Que novembro seja doce, igual ao belíssimo e recomendado filme - Doce Novembro - que conta a história de Nelson e Sara. Nelson, um atarefado executivo que só pensa em seu trabalho e parece ter esquecido o que é amar alguém e ser amado por alguém. Até que conhece acidentalmente Sara, que traz um sentimento de romantismo à sua vida. Ela termina convencendo-o a passarem UM MÊS juntos e depois se separarem, pois considera este um tempo suficiente para que possam resolver seus problemas emocionais. Nelson ficou conhecido como 'novembro'. Porém, com o passar dos dias Nelson se apaixona cada vez mais por Sara, que o mostra que a felicidade aparece nas pequenas coisas feitas com o coração e ele busca descobrir qual é o motivo pelo medo de compromisso que ela possui.



# Recomendo


"Nada em mim foi covarde, nem mesmo as desistências: desistir,
 ainda que não pareça, foi meu grande gesto de coragem."

(Caio Fernando Abreu)

domingo, 30 de outubro de 2011

Faz calor lá fora, mas aqui dentro tá frio...


  Vazio tem gosto de molho de chuchu sem sal. Decepção consegue ser mais amarga que jiló. Paixão parece vulcão em erupção. Amor as vezes é igual conto de fadas, daquelas que você só ouve falar, mas nunca viu acontecer (afinal, é um conto de fadas).As vezes andar solitário é como andar entre espinhos. As vezes é como andar sobre o arco-íris. As vezes tudo parece tão idiota, tão errado... Outras vezes tudo parece tão certo, confiável. Tem dias que a gente sabe opinar sobre tudo, já em outros não consegue emitir opinião nem no que nos diz respeito. Tem dias que tá calor lá fora, e dentro da gente tá frio... vou ir então me agasalhar, porque a neve aqui já começou cair.

Sábias palavras...



  Neste vídeo Padre Fábio de Melo atende uma pessoa que pergunta como se pode perdoar quem não muda de atitude. Padre Fábio lhe orienta que o perdão não é uma mágica, nós perdoamos o outro que nos magoou porque ele tem valor para nós, o perdão é uma forma de dar a chance do outro mudar, mas se ele não muda é uma decisão dele, e que não podemos deixar nos afetar. Padre Fábio também ressalta que devemos estar dispostos a mudar, a nos tornarmos melhores. Muitas pessoas dizem "eu sou assim mesmo e não mudo", Padre Fábio diz que as únicas pessoas que podem dizer isso são aquelas que já viraram defunto.
  “A gente sempre vai perdoar por um motivo muito obvio, a pessoa tem um valor pra gente...”
  “O que eu mais temo é que as vezes, a relação vai se desgastando tanto que a gente perde o amor que tem um pelo outro, e ao perder o amor, ao perder o respeito, a gente perde a vontade de perdoar...“
  “Pessoas que não são capazes de dar valor ao perdão que inúmeras vezes é concedido...”
  “Amar implica obrigações e ser amado também implica obrigações. Se eu sei que aquela pessoa me ama, que ela tem um respeito por mim, que ela tem um carinho por mim, isso tem que modificar o jeito como eu a interpreto, o jeito como eu lido com ela, eu tenho que ter mais tato para nao deixar a minha pior parte prevalecer. E esse é um trabalho de todo dia. De toda hora. Porque conviver não é fácil.”
  “Nós, não conseguimos fazer o bem que a gente quer fazer e muitas vezes fazemos o mal.”
  “Muitas vezes queremos que o outro nos perdoe, porém não temos disposição para evitar o que magoa. Ai dizemos: “ah, mais eu sou assim mesmo”. Eu sou assim mesmo, é uma frase que só combina com gente morta. “
  #Fica a dica!

Quem nunca?

Quem nunca...
Foi o amor de alguém,...
E também um pesadelo?
Foi uma pessoa para ser lembrada,
e também alguém que deveria ser esquecida?
Teve que ir quando queria ficar,
Ligou para uma amigo pra não ligar para um amor,
Chorou ouvindo uma música,
Reviu fotos em casa sozinho relembrando momentos,
Fuçou na internet escondido para saber mais sobre alguém que há muito não via e deveria não querer saber ou fuçou querendo conhecer?
Quem nunca?
Saiu com alguém que não te balançava só para tentar virar uma página da vida?
Olhou para o céu e pensou na ‘sua’ pessoa
E quis essa mesma pessoa para dar um beijo na chuva?
Quem nunca?
Quis que seu pensamento tivesse asas para poder voar e tocar um certo coração
Acreditou em finais felizes
Sorriu pra não chorar
Implorou pra alguém ficar
Fez de tudo para não acreditar
Assistiu comédia pra não chorar e chorou vendo a comédia mesmo assim,
Quem nunca?
Achou que iria ficar louco,
Tentou de tudo um pouco,
Amou mesmo tendo que sofrer,
Se jogou achando que era pra valer(e não era)
Arriscou tendo muito a perder,
Tentou entender,
Bebeu pra esquecer,
Fugiu com medo de sofrer?

Quem nunca...?

sexta-feira, 14 de outubro de 2011

Tempo para tudo...

"Tempo de plantar,
Tempo de colher,
Tempo de badalar,
Tempo de casar,
Tempo de brincar,
Tempo de estudar,
Tempo para conhecer,
Tenho para conviver,
Tempo para partir..."

Existe tempo para tudo, inclusive para nós mesmos, aqueles momentos em que a solidão da nossa própria companhia é exatamente o que precisamos.
Ainda não entendo porque temos medo de ficarmos sós, de sermos sós, ou, talvez, eu até entenda, mas não sei explicitar.
Porém, ter esse tempo para unicamente nós mesmos além de bom, é necessário.
E isso não quer dizer reclusão, nem depressão, nem nada do gênero, mas sim um tempo para nos entendermos, nos amarmos e nos acertarmos com nós mesmos.
Dizem que o tempo cura tudo... pra mim, o tempo, em todos os sentidos que podemos interpretá-lo, é o melhor remédio, o melhor conselheiro e quem sabe até mesmo o melhor amigo...
É, existe tempo realmente para tudo... inclusive pra mim...

Eu engulo sapo


  Tem dias que a gente acorda com um bolo entalado na garganta. Acorda, respira fundo e ora em pensamento:"Deus, me dê saliva o suficiente para engolir os sapos de hoje." Mas, nossa garganta é estreita, fina e acaba se machucando, mesmo que o sapo desça por ela todo cheio de baba.
  É nojento eu sei. Dá vontade de não engolir ou simplesmente fazê-lo sair pelo mesmo caminho que entrou, mas nem sempre podemos escolher o que "engolimos" e/ou "vomitamos".
  Estou aprendendo a domar meu medo e raiva. Estou aprendendo a domar meus sentimentos e continuar na brincandeira mesmo depois que ela toma atalhos e caminhos que não me agradam. As vezes é preciso topar o desafio e dançar mais um pouco em cima das brasas.
  A escrita não precisa de mim para ser escrita e ter leitores para suas palavras, porém, eu preciso da escrita para viver. Meu corpo é pequeno para tudo que há em mim e eu preciso de alguma forma exteriorizá-los.
  Estou com cada pedacinho do meu corpo preenchido por sentimentos e sensações. Até mesmo o coração que julgo sempre vazio está cheio. Cheio de coisas que não sei dizer ou entender. Medo, expectativas, vontades, frustração, ciumes, raiva, muita raiva. Sentimentos que eu tenho que carregar o tempo inteiro. E os tais sapos que engulo faz tudo ficar misturado. A digestão é lenta e dolorosa e mesmo que dure somente um dia, o dia parece ter bem mais que 24 horas quando ela está acontecendo.
  Descobri que esses dias são os dias em que mais aprendo. Quando lido com o que não gosto. Quando sou obrigada a tomar uma posição diante do inesperado, um inesperado nem sempre feliz ou gostoso de ser sentido e recebido.
  Quando eu respirar fundo e olhar para esses dias que engoli os cururus, vou ver que o veneno que os protege preparou meu estômago para comidas mais potentes, saudáveis e fortes.
  Enquanto isso, se vem um sapo, eu engulo. Engulo. As vezes até choro enquanto ele desce rasgando a minha garganta. Mas eu engulo. Engulo e aprendo.

quarta-feira, 12 de outubro de 2011

Folha em branco


  As vezes tudo parece uma folha em branco. Cheia de espaço, com lugares para várias histórias, vários desenhos, mas, ainda assim, em branco... Vazia.
  Poderia eu escrever sobre várias coisas agora. Sobre como aprender a lidar com a mudança das fases ou sobre a dificuldade que a maioria de nós sente em dizer não, ou até mesmo sobre o amor, ou a falta dele. Ou ainda, sobre como as pessoas erram inúmeras vezes e ainda assim permanecem no erro. O que já seria terrível. Pior ainda, quando não reconhecem que o fez.
  Sobra-me histórias, falta-me inspiração.
  Por assim ser, deixo aqui minha folha em branco, para ser preenchida pelo que ainda há de vir, ou até mesmo pelo que já foi, mas que poderá retornar.

  "Tu, silêncio, as vezes não se mostra boa companhia, ou quem sabe até, não consiga me traduzir direito, pois por várias vezes precisei gritar, e preferi deixar que você falasse. Mas já em outras vezes, tu te fazes tão necessário que custo a encontrar um motivo para te deixar partir."

Hoje deu vontade de escrever assim

"E você coração, por que não se ocupou somente em bater?"


-Você tá bem?
-Tô!
...Silêncio...
(Pensamento): Tô nada... tô bem nada... mas deixa que eu finjo, minto pra mim e acredito na minha mentira!


Engano


  Quem nunca teve aquele momento de ilusão total, achando que certas coisas em que acreditou poderiam ser verdade, que atire a primeira pedra!
  Engano parece algo do qual nenhum ser humano está isento... infelizmente!
  Quer seja o dia que você acreditou que seu governante faria o melhor para seu Estado, conforme o prometido, ou o dia em que você conheceu aquele alguém que julgou ser capaz de mudar sua opinião sobre muitas coisas, inclusive sobre o amor.
  Houve épocas em que a frase "viva intensamente" soou como algo extremamente honroso e prazeroso... hoje, se fosse dar um conselho,eu diria: Escolha melhor as coisas que você irá viver intensamente.
  Viver intensamente traz um riso intenso, mas uma dor tão intensa quanto.
  Ainda bem que existe universidade, trabalhos e tantas outras coisas que podemos nos dedicar... ao menos nelas, o sucesso depende unicamente de nossos atos!

terça-feira, 11 de outubro de 2011

Consequência


  Elefante é o que você carrega nas costas cada vez que decide colocar uma armadura pra ser proteger do mundo.
  Jiló é o que você engole quando não admite saudade.
  Isopor é seu alimento da tarde quando ser raso é sua decisão.
  E solidão o seu destino quando crê que as pessoas são espinhosas demais para caber no seu abraço.

Sobre se permitir



"Permita a vida, que de tão certa e exata, um dia acaba."
|Henrique Morgantini|

  E de vez em quando entendemos que nos permitir tem muito mais a ver com deixar as mãos abertas quando a decepção tenta nos dominar que sair enchendo a cara e fazendo tudo que rege o impulso.
  Que deixar os ouvidos abertos para o mundo significa dar-se a oportunidade de mudar de opinião, e que permitir-se isso (mudar de opinião) não é feio. "Só os mortos nunca mudam de opinião."
  Entendemos que pessoas legais também nos decepcionarão, que ninguém merece nossa noite de insônia e que nossa raiva é totalmente dispensável (em qualquer situação). Nunca vi alguém beber veneno e o resultado acontecer para quem o desejo da morte está sendo dirigido.
  Entendemos que ninguém é 100% ruim ou bom, e que as vezes só temos o azar(ou sorte, não sei) de pegar pessoas em frequências ruins.
  Que quando nós nos permitimos mil limões e jilós, a vida continua bem a nossa porta oferecendo mil e uma frutas, doces e sabores. E que a escolha de nos contaminarmos com o que de ruim nos acontece foi e sempre será nossa.
  De vez em quando, só ligue o "foda-se" e vá ser feliz mesmo.
  A tristeza ou a raiva simplesmente não compensam. Simples assim.
Permita as doçuras da vida. Pode ser que o tempo, cansado de tanto insistir, um dia as leve pra longe daqui.

Independência



  Já quis te estapear, te xingar e te botar pra correr.
  Te dizer que odeio sua falta de companheirismo e o desinteresse pelas pequenas coisas que costuram os pedaços de pano da roupa que nos une.
  Mas, no lugar de fazer isso, corri e te abracei na intensidade da minha raiva apaixonada. Te dei carinho no lugar de tapas, e te disse calada com olhos, sorrisos, ouvidos, cabelo e pele: "continua aqui".
  Mas você continuou o mesmo babaca que guardava as demonstrações do depois na sua gruta mais secreta, e a cada atitude mesquinha e silenciosa, era um pedaço teu que você matava em mim.
  Hoje decidi te dar minha sentença.
  Engoli meu coração.
  Agora ele está onde você não pode atingir.
  Pronto, agora se você quiser, já pode partir.
  E hoje, após anos, o seu mal não me afetou. Sempre dói, mas não como antes. Seu terrivel e mirabolante dom de me deixar triste, decepcionada e sobretudo achar que nada tem sentido, dessa vez, não funcionou.