quarta-feira, 31 de agosto de 2011

De vez em quando, se permita


  De vez em quando faz bem chorar até inchar a cara, pra desinchar o coração.
  De vez em quando vale sentar no meio fio, de ombros caídos e ficar lá até a vontade de continuar andando voltar.
  De vez em quando vale parar para não se atropelar.
  De vez em quando faz bem se questionar e rever os próprios conceitos.
  De vez em quando vale ser sincero e não fingir crer no que você queria que existisse.
  A vida as vezes é feia mesmo. Feia nada, de vez em quando nós é que tiramos as lentes bonitas que colocamos todos os dias pra ter mais fé.
  O ponteiro do relógio as vezes parece não sair do lugar e enquanto tantas outras coisas pra nós florescem, outros frutos que queríamos tanto ver amadurecer sequer ainda viraram botão.
  É normal as lágrimas nos visitarem. Quem consegue viver sempre sorrindo sem nunca chutar mentalmente alguma pedra com força espraguejando sem falar:"Acontece, porra!"?
  As vezes é preciso permitir-se luto pelo que é ruim e não há como ser ignorado.
  Só quando os olhos desanuviam conseguimos enchergar a paisagem linda que sempre esteve ao nosso redor e não havíamos notado.
  Costumo dizer que em momentos assim eu não choro, eu lavo a alma e as retinas pra ver a vida melhor, e ela a mim.

segunda-feira, 29 de agosto de 2011

Ninguém


"Por mais que você queira muito alguém,
 ninguém vale tanto à pena a ponto de você deixar de se querer."

sábado, 27 de agosto de 2011

...


 
"Maturidade é transformar o desespero em delicadeza."
|Fabrício Carpinejar|

  E é essa esperança que trazemos no peito, mesmo sem querer, de que a vida vai dar certo, de que as coisas vão se ajeitar, de que o sol vai nascer, que faz com que tenhamos um sorriso estampado na cara, uma gargalhada nascendo no peito, e os braços abertos para o mundo mesmo com as imagens ao redor ruindo.
Alguns chamam isso de alienação, eu chamo de fé.

Das Lembranças


Quando a gente gosta, a gente começa emprestando um livro, depois um casaco, um guarda-chuva,  até que somos mais emprestados do que devolvidos. 
 Gostar é não devolver, é se endividar de lembranças. 

  Talvez precisamos desviar o nosso olhar dos familiares, aqueles que esperamos grandes mudanças e transformações, e focar os olhos em nossa vida. Talvez não é a eles que o Senhor quer primeiro mudar, mas a mim. E essa aparente demora em Deus nos atender, na verdade é porque eu não percebi que Ele já me respondeu - o meu "eu" é que precisa ser moldado.
  Infelizmente, nós crentes no Senhor, insistimos que Deus promova grandes mudanças no outro e mude o mundo, mas nos recusamos a mudar pequenos hábitos em nós. Pedimos a Deus para curar um vício do marido que já dura toda uma vida, mas não estamos dispostos a mudar opiniões tão arraigadas em nós. E o pior - não estamos dispostos a sermos facilitadores-da-mudança-do-outro, e sim, confrontadores-do-jeito-de-ser-do-outro.
  Antes de mudar ao outro, o Senhor quer mudar a nós. Possivelmente até estejamos orando errado, e nossa oração deveria começar assim: "Senhor, diante de toda problemática que estou enfrentando, comece a mudança em mim, e que eu seja capaz de perceber a Tua resposta no dia-a-dia de minha vida, principalmente quando essas respostas vêm de um forma que não me agrado delas. Amém".


Mi Pan, Mi Luz - Marcos Witt


Meu Pão e Luz (Tradução)

Ao entrar ao teu santo lugar
Me assombro que posso me aproximar
Para ver tua glória e tua beleza
E adorar-te em intimidade
Em confiança eu posso me aproximar,
Da tua mesa quero participar
Tudo o que posso fazer é prostrar-me
E com meus lábios proclamar

Meu pão, minha luz, minha oração
És tu Jesus
Meu Deus, meu amor e minha canção
És tu Jesus, só tu

Me cuidas, me abraças
Me encantas, me amas.

  Deus está me mostrando que na vida somos premiados com o aumento de nosso conhecimento quando compartilhamos o que sabemos e quando nos esforçamos para conseguir o que queremos. Tantas coisas estão acontecendo ao mesmo tempo que as vezes me encontro perdida em meio a tantos afazeres, tantos compromissos. Mais eu acho isso um máximo! Deus me presenteou com uma coisa maravilhosa, me deu a oportunidade de fazer jornalismo. Estou muito feliz com as disciplinas, professores e alguns alunos. Fortes laços de amizade estão começando a surgir como fruto dessa época. Obrigada meu Deus por tantas coisas maravilhosas. O Senhor é maravilhoso!!!

Orgulho


  Orgulho, engraçada essa coisa chamada orgulho. Move-nos, nos faz mudar de cidade, nos faz gigantes no pico do ódio e dor. Não há dúvidas que o ódio move. Quase sempre pra frente, é mais fácil esquecer uma pessoa quando se tem raiva dela, e o orgulho me faz sentir uma urgência de se retirar daquele estado lamentável. Tudo isso pra chegar um dia e a ficha cair que por mais que você tenha se superado e se curado... o orgulho não serviu pra nada.
  O meu orgulho me soa como algo que tomo e vai me fazer não sentir mais a dor, ou esquecê-la ali na hora. Um dia ela some, ou vira outro sentimento. São várias possibilidades, mas no final algo é comum a todos: aquela cara boba, de perplexidade.
  Nos dias em que o orgulho cai, como uma fruta bem madura no pomar, tudo fica diferente. Eu diria que são dias em que você se apaixona por algo que não conhece. Pode ser um amor entre você e o subjetivo, uma paixão sem pé nem cabeça, mas muito boa. Um total descompromisso com você e suas vontades, suas crenças, suas convicções.
  O que eu mais queria agora era perder boa parte de minha reserva de orgulho. Aquela parte over, que sei que não ta acrescentando muita coisa. Aquele orgulho idiota referente a coisas e pessoas que não estão nem ligando pra o que penso e sinto por elas. Esse orgulho patético de achar que alguém vai se importar com o que você deixa de fazer por ela, de pensar ou não nela. É esse o orgulho que queria fazer desaparecer.
  Os orgulhos deveriam cair mais vezes, pelo menos uma vez por mês. Nesses dias, você vai à padaria e acha a moça que faz o misto quente linda, agradável. Tudo que estou falando aqui poderia ter outros nomes: benção, perdão, aceitação, renúncia, entrega, humildade... escolhemos o que achamos combinar mais com nossa personalidade.
  E tudo isso que estou dizendo não tem nada a ver com estar feliz. Mas tem haver com sentir-se vivo. Muito vivo. E isso - sentir-se feliz e sentir-se vivo - são duas coisas completamente diferentes.

quinta-feira, 25 de agosto de 2011

Como você quer ser lembrado?

...O melhor namorado(a)...
...A amiga mais companheira...
...O "senhor" da verdade..
...O apaziguador...
...Aquele que faz falta...
...Aquele que "já vai tarde"..
...A "querida"...
...A "mal amada".....
...A fofa...
...A má educada...
...O 'iluminado...
...'Pessoinha' de energia ruim...

Como você será lembrado?
Cada um dos adjetivos citados acima é você quem constrói, é você que se dá...
Você decide como será lembrado!Um sorriso, uma palavra amiga ou simplesmente o silêncio podem fazer toda a diferença na vida de quem talvez, em um momento de angústia, lhe procurou.
Que você escolha viver,doar e marcar com o seu melhor!
"Seja a diferença que você quer ver no mundo"... te garanto, é o suficiente para que a maneira com que você será lembrado, seja sempre a melhor!

"Eu constantemente sinto saudade das coisas que perco, mas não as quero de volta. Já doeu uma vez." Caio F.

Liberdade...



“Liberdade na vida é ter um amor para se prender”. (Carpinejar)

  Concordo, e como! Estar preso por vontade, um elo que te proporciona tudo aquilo que você sempre quis. Um nó que não desata, que não se desprende. Porque é bom, porque te faz bem, porque você deseja isso todos os dias, e para sempre. Um sentimento que em vez de algemas, tem asas. Que te dá liberdade, proteção, segurança e espaço.

Carta de Savannah para John.

  Querido John,
  ”Há tanta coisa que quero dizer para você, mas não tenho certeza por onde devo começar. Devo começar dizendo que te amo? Ou que os dias que passei com você foram, os mais felizes da minha vida? Ou que, no curto espaço de tempo que nos conhecemos, passei a acreditar que fomos feitos um para o outro? Poderia dizer todas essas coisas e tudo seria verdade, mas, enquanto releio essas palavras a única coisa que passa pela minha cabeça é que queria estar com você agora, segurando sua mão e olhando seu sorriso efusivo. No futuro, sei que vou reviver o tempo que passamos juntos mil vezes. Vou ouvir seu riso, ver seu rosto e sentir seus braços em torno de mim. Vou sentir falta de tudo isso, mais do que você pode imaginar. Você é um cavalheiro raro, John, eu estimo isso em você. Todo o tempo em que estivemos juntos, você nunca me pressionou para dormir com você, e eu não posso dizer o quanto isso significa para mim. Tornou o que temos ainda mais especial, e é assim que eu quero me lembrar para sempre do período que passamos juntos. Como uma luz branca e pura, cuja contemplação é de tirar o fôlego. Penso em você todos os dias e sei que, quando for te ver amanhã, dizer adeus será a coisa mais difícil que já fiz. Parte de mim teme que chegue um momento no qual você não sinta mais o mesmo sentimento, que por algum motivo você esqueça do que nós compartilhamos, então é isso que eu quero fazer. Onde quer que você esteja e não importa o que esteja acontecendo em sua vida - quero que você a encontre no céu noturno. Quero que você pense em mim, e na semana que partilhamos, porque, seja onde for, seja o que estiver acontecendo na minha vida, é exatamente isso o que eu vou fazer. Se não podemos estar juntos, pelo menos compartilhar isso, e talvez entre nós, sejamos capazes de fazer isso durar para sempre. Eu te amo, John Tyree, eu vou agarrar-me á promessa que uma vez você fez a mim. Se você voltar, vou me casar com você. Se você quebrar a sua promessa, vai partir meu coração!”
  (Dear John)

Os sentimentos e o tempo...


  Somente os verdadeiros sentimentos resistem ao efeito do tempo... somente eles ficam!
  Você pode até se acostumar com a ausência das pessoas, mas daqueles que realmente fazem falta, você não se acostuma.
  Você pode até abraçar várias pessoas, mas aqueles que conseguiram alcançar sua alma, seu coração, 'você num todo' em um simples abraço, você não consegue substituir.
  Podem acontecer várias coisas em sua vida e você passar por um turbilhão de sentimentos, mas somente os que forem verdadeiros resistem ao tempo e as adversidades... somente e tão somente o que realmente é verdadeiro resiste ao tempo e continua fazendo seu coração 'queimar'.
  Dizem que esse mesmo tempo cura tudo e realmente cura, faz com que você olhe para feridas já cicatrizadas sem sentir dor e perceber que foi ele quem curou, porém os sentimentos verdadeiros jamais morrem com o tempo. Não são feridas para serem curadas... precisavam tão somente do tempo para amadurecer, se encaixar e como brasas sob as cinzas aguardam os ventos da vida assoprarem e os deixarem novamente 'acontecer'.
  O tempo não apaga lembranças e por isso mesmo é impossível não sentir saudades!

Diário de uma paixão


  O Diário de uma Paixão é um drama belíssimo que conta a história de Noah e Allie.
  Em uma clínica, Duke, um dos internos que relativamente está bem, lê para uma interna (com um quadro mais grave) a história de Allie Hamilton (Rachel McAdams) e Noah Calhoun (Ryan Gosling), dois jovens apaixonados que em 1940 se conheceram num parque de diversões. Eles foram separados pelos pais dela, que nunca aprovaram o namoro, pois Noah era um trabalhador braçal e oriundo de uma família sem recursos financeiros. Para evitar qualquer aproximação, os pais de Allie a mandam para longe. Por um ano Noah escreveu para Allie todos os dias mas não obteve resposta, pois a mãe (Joan Allen) dela interceptava as cartas de Noah para a filha. Crendo que Allie não estava mais interessada nele, Noah escreveu uma carta de despedida e tentou se conformar. Allie esperava notícias de Noah, mas após 7 anos desistiu de esperar ao conhecer um charmoso oficial, Lon Hammond Jr. (James Marsden), que serviu na 2ª Grande Guerra (assim como Noah) e pertencia a uma família muito rica. Ele pede a mão de Allie, que aceita, mas o destino a faria se reencontrar com Noah. Como seu amor por ele ainda existia e era recíproco, ela precisa escolher entre o noivo e seu primeiro amor.

quarta-feira, 24 de agosto de 2011

Sou




 
  Sou o que fizeram de mim, sou as minhas escolhas, sou o que sempre fui, sou o que me transformei. Sou meus sonhos, sou as minhas decepções. Sou minhas marcas, minhas alegrias, minhas angústias, meu vazio, meu excesso. Sou isso que não sei definir. Sou esse peito onde pulsa um coração quente. Sou as minhas vontades, sou minha melancolia. Sou minha boca seca de amor, sou o suspiro entrecortado, sou o soluço ignorado. Sou a
empolgação, sou a rebeldia. Sou o que sou, um tanto as vezes parecido com o nada, um tanto as vezes parecido com o tudo. Sou esse amontoado de sensações, de vibações, de lágrimas, de vida. Sou caleidoscópio, sou metamorfose ambulante. Sou um coração em metade, quee insiste em se valer sozinho, mas que sozinho, será só isso: uma metade do inteiro.

Deficiente é quem não sabe viver


 
  Lá vai ele em sua cadeira de rodas. Tem as mãos calejadas e um sorriso estranhamente constante nos olhos. Não vive resmungando mas também não aceita tudo calado. Comprou com custo seu carro adaptado, mas ainda sofre com os engraçadinhos que hora ou outra invadem sua vaga de estacionamento. Invariavelmente precisa pensar em ideias mirabolantes para entrar nos lugares, mas dá seu jeito. Vai à praia quando pode, tem uma filha linda e uma fé na vida de dar inveja. Abraça a vida todos os dias, chora, sente, é humano. Desse cara eu não tenho pena. Não o acho incapaz só por não poder andar. Tenho pena é das pessoas que o olham com olhar de piedade e não vêem que digno de pena são elas mesmas, que se limitam e não se permitem. Dessas sim, eu tenho pena. 
  Tenho pena é daquele que segura o riso pra ninguém conhecer o som da sua risada. De quem não diz eu te amo pra não ficar à mercê da dúvida cruel que é pensar se é ou não amado. Desses sim eu tenho pena.
  Tenho pena de quem não sonha ou de quem sonha pequeno por acreditar que sonhar grande é demais para seu tamanho. Desses sim eu tenho pena. Bobos, não sabem que nossas pernas pequeninas podem dar saltos do tamanho do mundo.
  Tenho pena de gente preconceituosa e que por assim o serem, com conceitos previamente formados sobre coisas e pessoas nunca saberão como aquele cara de cabelo azul sabe sobre filosofia, ou como aquela garota toda tímida sabe sobre as constelações. Desses sim eu tenho pena. 
  Tenho pena de gente que não vive, que passa a vida vegetando saboreando somente o que a vida comodamente lhe trouxe à mão. Desses sim eu tenho pena.
  Agora daquele cara, que perdeu as duas pernas num acidente de carro onde um idiota embriagado a 200km/h lhe roubou o prazer de caminhar, desse eu não tenho pena não. 

  Eu tenho pena é dos deficientes que habitam muitas casas do mundo. Que falam, andam, são normais, mas não aceitam as diferenças. Desses eu tenho pena. Pobres deficientes de alma, que não se permitem e que provavelmente passarão pela vida sem saber de fato o que é viver.

domingo, 14 de agosto de 2011

Feliz dia dos Pais!


  Ao que tudo indica, o Dia dos Pais tem uma origem bem semelhante ao Dia das Mães, e em ambas as datas a idéia inicial foi praticamente a mesma: criar datas para fortalecer os laços familiares e o respeito por aqueles que nos deram a vida.
  Conta a história que em 1909, em Washington, Estados Unidos, Sonora Louise Smart Dodd, filha do veterano da guerra civil, John Bruce Dodd, ao ouvir um sermão dedicado às mães, teve a idéia de celebrar o Dia dos Pais. Ela queria homenagear seu próprio pai, que viu sua esposa falecer em 1898 ao dar a luz ao sexto filho, e que teve de criar o recém-nascido e seus outros cinco filhos sozinho. Algumas fontes de pesquisa dizem que o nome do pai de Sonora era William Jackson Smart, ao invés de John Bruce Dodd.
  Já adulta, Sonora sentia-se orgulhosa de seu pai ao vê-lo superar todas as dificuldades sem a ajuda de ninguém. Então, em 1910, Sonora enviou uma petição à Associação Ministerial de Spokane, cidade localizada em Washigton, Estados Unidos. E também pediu auxílio para uma Entidade de Jovens Cristãos da cidade. O primeiro Dia dos Pais norte-americano foi comemorado em 19 de junho daquele ano, aniversário do pai de Sonora. A rosa foi escolhida como símbolo do evento, sendo que as vermelhas eram dedicadas aos pais vivos e as brancas, aos falecidos.
  A partir daí a comemoração difundiu-se da cidade de Spokane para todo o estado de Washington. Por fim, em 1924 o presidente Calvin Coolidge, apoiou a idéia de um Dia dos Pais nacional e, finalmente, em 1966, o presidente Lyndon Johnson assinou uma proclamação presidencial declarando o terceiro domingo de junho como o Dia dos Pais (alguns dizem que foi oficializada pelo presidente Richard Nixon em 1972).
  No Brasil, a idéia de comemorar esta data partiu do publicitário Sylvio Bhering e foi festejada pela primeira vez no dia 14 de Agosto de 1953, dia de São Joaquim, patriarca da família.
  Sua data foi alterada para o 2º domingo de agosto por motivos comerciais, ficando diferente da americana e européia.


  Herói de verdade, o único que salva nos momentos de perigo e protege dos medos, companheiro, amigo fiel, o melhor contador de histórias. Pai é exemplo de força e sabedoria, é quem mostra os caminhos da vida e ensina a segui-los, que vibra nas vitórias e oferece o abraço mais aconchegante nas derrotas. Brincalhão ou sério, silencioso ou falante, divertido ou ranzinza, de sangue ou de coração, presente na vida ou presente na memória, pai é sempre alegria. Dia dos pais é todo dia, e o melhor presente é o amor. Feliz dia dos pais!
  Postagem dedicada, a meu pai, José Cicero, que amo infinitamente.

Presta atenção

  Presta atenção em seus pensamentos, pois eles se tornarão palavras. Presta atenção em tuas palavras, pois elas se tornarão atos.
  Presta atenção em teus atos, pois eles se tornarão hábitos. Presta atenção em teus hábitos, pois eles se tornarão seu caráter.
  Presta atenção em teu caráter, pois ele determinará seu destino.
  (Talmude)

Faça e viva



"Não deixe que a saudade sufoque, que a rotina acomode, que o medo impeça de tentar. Desconfie do destino e acredite em você. Gaste mais horas realizando que sonhando, fazendo que planejando, vivendo que esperando, porque, embora quem quase morre esteja vivo, quem quase vive já morreu."
(Luís Fernando Veríssimo)

Os dois vasos


  Uma velha senhora chinesa possuía dois grandes vasos, cada um suspenso na extremidade de uma vara que ela carregava nas costas.
  Um dos vasos era rachado e o outro era perfeito. Este último estava sempre cheio de água ao fim da longa caminhada da fonte até a casa, enquanto aquele rachado chegava meio vazio. Por longo tempo a coisa foi em frente assim, com a senhora que chegava em casa com somente um vaso e meio de água.
Naturalmente o vaso perfeito era muito orgulhoso do próprio resultado e o pobre vaso rachado tinha vergonha do seu defeito, de conseguir fazer só a metade daquilo que deveria fazer. Depois de dois anos, refletindo sobre a própria amarga derrota de ser ‘rachado', o vaso falou com a senhora durante o caminho: "Tenho vergonha de mim mesmo, porque esta rachadura que eu tenho me faz perder metade da água durante o caminho até a sua casa..."
  A velhinha sorriu e respondeu: "Você reparou que lindas flores tem somente do teu lado do caminho? Eu sempre soube do teu defeito e, portanto, plantei sementes de flores na beira da estrada do teu lado. E todo dia, enquanto a gente voltava, tu as regavas. Por dois anos pude recolher aquelas belíssimas flores para enfeitar a mesa. Se tu não fosses como és, eu não teria tido aquelas maravilhas na minha casa."
  Cada um de nós tem o próprio defeito. Mas o defeito que cada um de nós tem é que faz com que nossa convivência seja interessante e gratificante. É preciso aceitar cada um pelo que é... E descobrir o que tem de bom nele.
  (Autor Desconhecido)


Três coisas


Há três coisas na vida que nunca voltam atrás: a flecha lançada, a palavra pronunciada e a oportunidade perdida.
(Provérbio chinês)

terça-feira, 9 de agosto de 2011

O que cabe em quase toda situação



  Tem dias que o que mais queremos é gritar todas as dores que machucam a alma. Apontar dedos na cara, chorar, colocar pingo nos is, se abrir e deixar a sinceridade dos pensamentos e sentimentos tomar conta de cada pedacinho de tudo que nos envolve.  Mas gritar nem sempre é pérmitido. Aliás, gritar na maioria das vezes não é aconselhável.
  As coisas ruins parece que acontecem na mesma hora, sua vida está simplesmente perfeita, tudo no seu devido lugar, é quando de repente vem uma onda gigante e te afoga no mar de novo (nesse caso, é quando tudo fica bagunçado, fora do seu devido lugar).
  Então, nestes momentos, me recuo para o silêncio contido daqueles que sabem que o tempo é a solução para quase todos os problemas.

O mundo...

"O mundo está ao contrário e ninguém percebeu."
Nando Reis

  Sim, queria que meu sonho fosse realidade, onde haveria um mundo com menos fome, mais paz, mais igualdade, mais respeito, mais afetividade. Mas, eu sonho também com um mundo com amor mais declarado. Amor de gente. De gente pra gente. Porque amor faz bem até quando faz mal. O único que deixa feliz até quando é triste, só porque existe.
  Sonho com um mundo onde possamos rir solto, como somos. Sentados numa grande e rica poltrona ou num encardido chão. Um mundo com MENOS inveja e mais aceitação. Com as diferenças respeitadas como chuvas coloridas.
  Um mundo com um pra sempre hoje. Pra sempre agora. Pra sempre responsável, mas feliz e cheio de esperança como os olhos de criança.
  Não desejo menos impulso, talvez devesse, mas é que as vezes é exatamente alguma coisa feita por impulso que mostra quem realmente somos, e leva alguém a nos amar. As vezes é exatamente quando erramos que conseguimos acertar, então, por isso não excluiria o erro, mas diminuiria-o a passo pequeno, miúdo, discreto e leve como de bailarina.
  O mundo que eu sonho o abraço é prato do dia todo dia em casa, e tem pais cantando de esperança pra criança no colo.
  O mundo que sonho tem mais coragem, mais humanidade, MENOS falsidade. Deficiente físico é visto não como alguém do canto da sociedade, mas como um ser exclusivo e único, como eu e você. O mundo que eu sonho, conteúdo pesa mais que dinheiro.
  O mundo que eu sonho a hipocrisia é o passarinho feio que canta do lado de fora da janela, olhando a baderna feliz mas sem coragem de mudar o canto pra entrar.
  O mundo que eu sonho, homossexual é olhado com respeito, mesmo pelos que não concordam, pois é preciso mesmo ser muito macho pra escancarar os próprios desejos e aguentar as consequências disso. Sabendo de todas as críticas e julgamentos que vão vir a sofrer. O mundo que eu sonho a gente é feliz só porque é feliz. Só porque temos o direito de sermos nós mesmos, e só.

Meus silêncios estridentes.


  Tem dias que sou tomada por silêncios que gritam. E não sinto vontade alguma além de ficar calada e ouvi-los gritar. Gritar até estourarem meus tímpanos e fazerem com que a dor de não ouvir seja maior e pior que a dor de não sentir ou sentir demais.
  Queria ser um deserto árido e denso por dentro. Mas até mesmo em meio a pedras minhas flores conseguem crescer. Eu as observo nascer enquanto ouço meu silêncio gritar. E os ecos vão até o fim e voltam a mim. E não há voz para fazer côro com os gritos silenciosos. Por que a solidão é muda e é a única presente.

sábado, 6 de agosto de 2011

Prece por nós


  Que tudo que for bom, permaneça pra sempre guardado em nós, mas que fique também alguma ou outra coisa ruim, para jamais nos esquecermos que somos imperfeitos seres humanos.
  Que a fé esteja em nossos olhos e consigamos ver algo de bom em tudo, mesmo nos dias mais sombrios.
  Que a felicidade se mostre de várias formas, e que tenhamos capacidade de enxergá-la mesmo entre lágrimas.
  Que o céu seja por nós sentido a cada vez que de nossas mãos partir alguma atitude boa.
  Que saibamos impor respeito, sem nunca no entanto, faltar-nos humildade.
  Que saibamos fazer novos amigos, sem nunca, porém, desprezar os antigos.
  Que o dinheiro jamais nos falte, mas que também nunca nos controle.
  Que a nossa estrada tenha curvas algumas vezes, para que o comodismo da linha reta jamais nos tenha por reféns.
  Que a sinceridade seja sempre uma das nossas qualidades, mas que ela permaneça calada quando o caso em questão for destruir o sonho de alguém.
  Que tenhamos ainda coragem de arriscar, mesmo tendo o corpo recheado de cicatrizes.
  Que os sonhos e a atitude tenham a mesma medida, e andem sempre de mãos dadas.
  Que a solidariedade seja pra nós não uma palavra bonita, e sim um estilo de vida.
  Que nos permitamos, de vez em quando, alguns caprichos, nos lembrando que a vida é passageira.
  Que os parques nos tenham por mais tempo que a televisão.
  Que a crítica aprenda ficar colada em nossa boca, quando não soubermos fazer melhor que o apresentado.
  Que sejamos crianças de vez em quando, nos lembrando que brincar de “faz de conta” também se faz necessário. Algumas ilusões são necessárias na vida.
  Que a vida seja, antes de tudo e qualquer coisa, vida. Pra ser vivida. Pra ser sentida. Que o vento no rosto vez em quando ainda nos emocione, mesmo quando nossa idade datar quase um século.
  Que o céu azul ainda nos encante.
  Que as estrelas ainda nos hipnotizem, mesmo quando não quisermos mais sequer pensar em "sonhar".
  Que a lua ainda nos faça lembrar de todos os tipos de amores que ainda queremos viver.
  Que sejamos gente o suficiente, para que quando daqui partirmos os que nos conheceram possam afirmar: "cara, que bom que eu tive a oportunidade de conhecer essa pessoa aqui."
  Que sejamos o que quisermos ser, acreditemos no que quisermos acreditar, mas que nunca, jamais, percamos a fé em nós mesmos.
Música: Imagine (John Lennon)


Das coisas que não entendo

   Não entendo porque a gente ouve algumas músicas se essas músicas vão nos fazer chorar. Não entendo porque existem tantas regras bobas no mundo, que apesar de serem bobas, se você não as segue, é  um fracassado. Como puxar saco, ou engolir o que sente e mostrar um sorriso, ou, fingir que está tudo bem quando tudo na realidade, está péssimo. Não entendo também porque reclamamos tanto. Reclamamos quando a vida está cor de papelão, sem graça, sem vida, sem coração batendo forte, e reclamamos também quando ele enfim, decidi fazer a coisa aqui dentro desandar. Não entendo. Não entendo também porque a gente mesmo sabendo que não deve pegar algum caminho, acaba pegando. E não entendo mais ainda porque a gente sente vontade de voltar no tempo pra nunca ter entrado, mesmo aquele percurso tendo nos trago tantas alegrias. Ou melhor, até entendo, "não se sente falta do que nunca teve". Não entendo também porque o estômago fecha quando ficamos tristes, nem porque o coração bate no chão desse mesmo estômago quando "aquela" pessoa passa. Não entendo como a gente continua desejando aquele bem danado para quem por tantas vezes nos fez chorar, ou melhor, isso entendo, acho que é bem nesse momento que começamos entender o que é amar. Queria também não entender porque temos tanta dificuldade em deixar algumas coisas voarem, os amores, os nós, se soltarem. Isso eu não queria entender, mas eu entendo. É que deixar voar, aceitar o "vai passar" é abraçar a possibilidade de não mais sentir, não mais amar. De ver como "mais um" quem víamos como único, "o cara", "o tal". É aceitar que os momentos bons, gostosos, inesquecíveis, serão só momentos, de uma página meio amarelada pelo passado. É aceitar trocar de música, de estação, de rádio, quem sabe até de cidade, pra não mais lembrar, não mais chorar, não mais amar, não mais nada. Disso eu não queria entender. Não queria entender porque alguns amores - ou chamem como quiser - ficam. Ficam porque a gente deixa. Porque a idéia de superar, de não importar, de deixar o céu colorido virar passado cor pastel é ainda mais dolorido que senti-lo pulsar em nós, mesmo machucando. E é por isso que a gente vai engolindo muita coisa, abdicando de outras, e ai, nos olham e falam:"Você está perdendo seu tempo... a vida tá passando", e sorrimos. Parece que alguns "tempos" a gente tem mesmo que perder, pra ganhar.

Rumo

 "Não se pode dar uma prova de existência do que é mais verdadeiro, o jeito é acreditar. Acreditar chorando."
|Clarice Lispector|

  Já fiquei contando os dias para o ano passar rápido, na ansiedade da chegada do nada, só para que o amanhã que não me doeria, chegasse logo.
  Já dormi sete horas da noite pra não ter que ficar acordada e ja fui dormir quase seis da manhã também com preguiça de dormir e ter outro dia dolorido pra enfrentar.
  Já fiz coisas sem nexo, como limpar gavetas antigas, ler bula de remédio ou "modo de usar" de desinfetante. Qualquer coisa que me entretesse de mim.
  Já quis tanto que chegasse um tempo que o "vai passar" não fosse preciso, que me perdi nas aberturas desse querer.
  Já acreditei em quem não devia acreditar, já tentei ser metade e fui mais inteira que eu completa.
  Já quis viver outra vida, e vivi, mudando de gosto, rumo, roupas e cabelo.
  Já quis fazer não doer, e quanto mais eu tentava, mais dolorido tudo ficava.
  Já me coloquei num cantinho, quando tinha uma cama inteira na vida me esperando, só porque o cantinho que mal me cabia tinha o calor de quem eu amava.
  Já quis fazer o mundo me ver de dentro pra fora, já quis que o mesmo mundo esquecesse da minha existência.
  Já julguei e fui julgada.
  Já escrevi sobre felicidade com as lágrimas molhando o teclado, só pra não passar o sentimento ruim adiante.
  Já fui incompreendida, e também muitas vezes, não compreendi.
  Aprendi a base de tapas(no sentido figurado), muitas vezes desnecessários, que sim, a vida é dura sim e que também seria como eu determinasse que seria.
  Já fiz planos espetaculares na mente, e os vi desmoronar através de um simples sorriso.
  De todas as coisas, aprendi que não deixei de amar todas as vezes que deixei de falar. E descobri também, que nesse mundo louco, nunca se perder é privilégio de poucos.
  Já tive um rumo certo. Agora, só quero o rumo que me leve de volta ao que mais preciso: (D)eu(s).

Sabedoria que o tempo vai trazer

"E quem me vê apanhando da vida, duvida que eu vá revidar..." Chico Buarque
 
Como disse Shakespeare, com o tempo a gente aprende. Aprende mesmo. Muita coisa.
Aprende que é melhor estar no volante da própria vida que no banco do passageiro.
Que somos fortes não porque nada nos abala, mas sim porque sabemos que temos capacidade de superar o que nos tira o chão.
Aprende a não dar-se por fiado nem fazer desconto pra que levem a nós mesmos, assim, sem merecer. E deixamos de ser generosos e paramos de dar frutos pra quem não planta nenhuma muda sequer.
Com o tempo aprendemos a conviver com os caroços no coração e descobrimos que não iremos morrer se não for a hora. Ou seja, tem coisas que podem doer o tanto que for, que não vão nos matar, e iremos até aprender fazer alguma coisa de útil com aquela dor.
Aprendemos que sentir saudade do que não temos é uma coisa idiota, mas que provavelmente, continuaremos sentindo.
Com o tempo a gente aprende a ser gente com a gente mesmo. E de todos os aprendizados, esse é o mais importante.

Hora de voar...



  Deixar o que não faz bem para trás. Relembrar de sonhar e caminhar, pra frente.
  A vida trata de trazer as boas surpresas em recompensa à coragem - e força - que de vez em quando, somos tomados.
  Pra quem se acostuma com as asas entrevadas, dói mesmo a hora de levantar vôo. Mas, estica mais um pouco... o céu é grande e está esperando nosso rasante.
  Música: Reticências (O Teatro Mágico)